Ausências e retornos em Recife

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Após o empate contra o Flamengo, no Rio de Janeiro, na quarta-feira, o Palmeiras seguiu viagem rumo ao Recife para encarar o Sport no domingo pela 16ª rodada do Brasileirão e seguirá após o jogo para Belo Horizonte, onde quarta-feira, dia 26, decide sua vida na Copa do Brasil – pega o Cruzeiro valendo vaga nas quartas de final. O primeiro confronto contra os mineiros foi 3 a 3 no Allianz Parque, e o Alviverde precisa vencer por qualquer placar ou empatar por 4 a 4 para passar de fase.

Para a partida no nordeste diante dos pernambucanos, o técnico Cuca terá que quebrar a cabeça para decidir quem vai jogar. Serão nada menos que cinco desfalques: Mina, Tchê Tchê, Dudu, Borja fora pelo terceiro cartão e Willian – que nem seguiu com a delegação. O camisa 29, responsável por 13 gols do time na temporada sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda e ficará seis semanas afastado. Por outro lado, Edu Dracena, Egídio e Deyverson devem se juntar ao grupo. O novo camisa 16, apresentado segunda-feira, pode fazer sua estreia.

Faz dois meses e pouco que o Verdão atua de quarta e domingo, sem descanso e sem uma semana cheia de treinamentos (o que só deve ocorrer após a partida contra o Barcelona-EQU pela Libertadores). O treino é próprio jogo, o período coincidiu justamente com a volta de Cuca ao comando do Alviverde e desde então ele tem tentado encontrar os melhores jogadores para formar a equipe, porém com tantos desfalques não pode ser tão criticado, pois mal consegue dar um treinamento.

Jaílson pega pênalti e garante bom resultado no Rio

Em termos de resultado, o empate no Rio de Janeiro diante do Flamengo, que é um dos postulantes ao título, pode ser considerado um bom placar. O jogo foi bastante movimentado e bem disputado pelas equipes. A igualdade, porém, não valeu muito para o certame, já que as posições de ambos se mantiveram inalteradas. O time carioca chegou a 25 pontos na quarta posição, o Verdão vem logo atrás com 23.

Cuca trabalhou anteriormente e surpreendeu logo na escalação. Sacou Fernando Prass e deu espaço a Jaílson. Nas laterais, colocou Mayke na direita e outra novidade, a escalação de Michel Bastos que pediu mais oportunidades com o treinador. No miolo de zaga Mina e Luan. Fazendo a proteção à retaguarda, Bruno Henrique e Tchê Tchê e Zé Roberto foi o armador responsável por municiar Dudu, Willian e Róger Guedes.

Na primeira etapa, o Verdão praticamente ficou acuado no campo de defesa sendo dominado pelo adversário em pelo menos meia hora de jogo. O time não conseguiu se livrar do Flamengo que usou o fator campo e se impôs em casa com Diego, Everton Ribeiro, Guerreiro e Éverton. Pará logo a 7 minutos de jogo marcou numa jogada que começou no erro de Luan, que foi tentar cortar e a bola sobrou para Éverton. Ele serviu Guerreiro, inteligentemente achou um buraco na zaga verde, a marcação de Michel Bastos e Dudu chegou atrasada e o lateral direito fuzilou Jaílson. 1 a 0!

O Flamengo se manteve atacando e em cima do Verdão, sem dar espaços. Levava perigo com o quarteto de meio campo. Coube ao time paulista tentar fazer o mesmo, mas a defesa com Luan e Mina não bateu cabeça demais e não parecia estar numa boa noite. Mayke apavorado afastando o perigo da área com chutões. Bruno Henrique e Tchê Tchê mal no jogo não conseguiram fazer a saída de bola e segurá-la no meio campo. Jaílson fez importantes defesas em cabeçadas de Éverton e Réver após escanteio. Mina quase fez contra de cabeça e o goleiro novamente fez uma ótima intervenção.

Quando o time Alviverde parecia morto, no contragolpe, chegou à igualdade. Na escapada, Zé Roberto lançou Willian nas costas da zaga carioca. Ele com um toquinho tirou do goleiro e empatou a partida aos 31. O Palmeiras ganhou confiança e passou a se postar melhor no campo de defesa. Virou o jogo 11 minutos depois com Róger Guedes. Mina se aventurou no campo de ataque e deu um lançamento para o atacante, que ganhou da zaga e finalizou para virar o jogo.

Não deu nem tempo de comemorar. Um minuto depois, lançamento do goleiro Thiago para o campo de ataque e Luan cometeu nova falha ao tentar proteger a bola na frente de Guerrero. O peruano, mais esperto, ganhou no corpo e chutou para igualar novamente a partida. Ainda na primeira etapa, Willian sentiu e foi substituído por Borja.

O panorama da segunda etapa não se alterou e as duas equipes quase marcaram. O Palmeiras teve uma oportunidade com Borja, numa bomba que exigiu boa defesa de Thiago. Luan também tentou de cabeça, mas o arqueiro flamenguista tirou e Pará afastou o perigo. O jogo seguiu disputado com o Flamengo pressionando e o Verdão se defendendo. Até o árbitro marcar pênalti de Michel Bastos em Geuvânio. Diego foi para cobrança e Jaílson espalmou mandando a escanteio garantindo o resultado.

Fla e Verdão ficam iguais no placar

Em um jogo bastante movimentado, Flamengo e Palmeiras empataram por 2 a 2 pela 15ª rodada do Brasileirão 2017. Os gols do Alviverde foram marcados por Willian e Róger Guedes. O resultado manteve o time de Cuca na 5ª colocação do campeonato com 23 pontos.

Na próxima rodada, o Verdão enfrenta o Sport, de Luxemburgo e Diego Souza na Arena Pernambuco, domingo dia 23.

Mancha Verde protesta em frente ao CT

A Mancha Alviverde, principal torcida organizada do Palmeiras, protestou no sábado passado, na véspera do jogo contra o Vitória-BA em frente à Academia de Futebol sobre alguns pontos que vinham detectando nas últimas partidas do Verdão, (sequência de derrotas para Barcelona-EQU, Cruzeiro e Corinthians). A direção da organizada fez uma série de questionamentos a Alexandre Mattos, diretor de futebol do clube.

Entre os principais questionamentos estão a postura dos jogadores em campo, a alteração de planejamento para esse ano com a chegada de Cuca e até o envolvimento do presidente Maurício Galiotte (que está de licença) foi abordado além do dirigente Alexandre Mattos.

Houve coros de “Libertadores é obrigação” e também cobraram um pouco mais de entrega de alguns atletas em campo e até fizeram uma coletiva aos jornalistas presentes. A Mancha prometeu apoio total durante 90 minutos do jogo, mas ameaçou realizar novo manisfesto se identificarem problemas de vaidade, corpo mole ou algo que prejudique a equipe. Confira um trecho:

Enquanto cobrava, e protestavam pacificamente na porta da Academia de Futebol, o ônibus com os atletas do Verdão chegou ao local e os jogadores presenciaram gritos do tipo: “Não é mole, não, muito dinheiro pra pouca obrigação” e “p… que pariu, é o elenco mais caro do Brasil”. Confira na íntegra manifesto publicado pela organizada:

“A mesma torcida que:

Apoia o time quando perde de forma vergonhosa para a Ponte. Canta sem parar em todos os jogos, mesmo perdendo de 3 x 0 no primeiro tempo. “Lutou” com os jogadores em Montevidéu. Paga seu ingresso e lota o Allianz.

TEM O DIREITO DE SE MANIFESTAR CONTRA O ATUAL MOMENTO E EXIGIR EXPLICAÇÕES PÚBLICAS

Solicitamos ao homem forte do futebol da S.E. Palmeiras, o nosso diretor Alexandre Mattos, que responda alguns questionamentos feitos por torcedores no que diz respeito à parte administrativa e ao planejamento da diretoria, sobre o comando técnico, suas decisões, mas principalmente sobre a postura e rendimento de alguns jogadores,

DIRETORIA

Postura do presidente

Qual é o envolvimento do presidente Maurício Galiotte no dia a dia do futebol? O fato de o presidente ter mudado sua sala do CT para o clube social fez com que alguns jogadores se acomodassem?

Montagem do elenco

A escolha dos jogadores contratados passa pelo presidente e pelo técnico ou é uma escolha sua?

Por que algumas posições contam com número exagerado de atletas e em outras temos carências eminentes?

Por que nossos atletas da base não recebem chances e sequência no time profissional?

Ausência da diretoria

Por que a diretoria tem demorado tanto para se pronunciar publicamente em momentos difíceis da equipe?

Por que, ao contrário do ano passado, vemos constantemente informações importantes sendo vazadas para a imprensa? O vestiário não está mais blindado?

Por que a diretoria não vem se pronunciando a respeito dos erros de arbitragem contra o Palmeiras?

Prioridade escolhida

No planejamento feito para 2017 algum campeonato tinha sido colocado em primeiro plano?

Com a situação atual no Brasileiro, houve mudança neste planejamento para que a Libertadores eventualmente virasse prioridade?

COMISSÃO TÉCNICA
Eduardo Baptista

Foi um erro a contratação do Eduardo?

Alberto Valentim foi cogitado para manter o trabalho feito pelo Cuca?

Cuca

Com a chegada do Cuca, foi necessário alterar o planejamento inicial? Se sim, foi por um pedido do Cuca ou uma decisão conjunta?

Apesar do treinador não ter tido tempo suficiente para treinar, a diretoria questiona a parte tática da equipe e a manutenção de alguns jogadores no time, como Egídio e Tchê Tchê? Questiona a falta de padrão é esquema tático do time?

JOGADORES

É notória a queda de rendimento de alguns jogadores. Dudu, Prass, Zé Roberto, Jean e Tchê Tchê eram os principais jogadores do ano passado e o rendimento deles este ano não é o mesmo. A diretoria identificou os motivos?

Falta de vontade, desentendimento com o treinador ou a noite de São Paulo?

Jogadores como Egídio, Fabiano e Erik ainda podem ser úteis?

Na avaliação da diretoria, com o Palmeiras disputando 3 torneios simultâneos, o Jailson não merecia ter tido oportunidades para jogar um dos torneios?

A contratação do Borja foi um erro ou falta de adaptação?

A diretoria e a comissão técnica têm o planejamento de mantê-lo no time para ganhar ritmo ou deixá-lo no banco para não queimá-lo de vez? A nova contratação é um atacante que vem para ser titular ou mais um para inchar o elenco?

E por fim agradecemos ao Sr. Alexandre Mattos pelas respostas e esclarecimentos de algumas dúvidas que os torcedores têm. As dúvidas não são da Mancha, e sim de toda coletividade palmeirenses

NOSSA POSTURA

Como sempre, iremos apoiar e cantar os 90 minutos do jogo. Porém se identificarmos que existe corpo mole, problemas de vaidade ou soberba que prejudique o Palmeiras, ninguém irá nos calar e quem apoia passará a cobrar! Quem leva para o céu pode trazer para o inferno.

DAQUI PRA FRENTE:

Apoio para quem merece apoio

E FORA DO PALMEIRAS AQUELE QUE O PREJUDICA!

Diretoria Mancha Alvi Verde

Um por todos e todos por um”

As indefinições de Cuca

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Após ter sido campeão brasileiro pelo Palmeiras em 2016, Cuca retornou ao Palmeiras em 9 de maio com a missão de substituir Eduardo Baptista e também fazer com que o time Alviverde pudesse apresentar mais do que estavam fazendo com o treinador sacado antes do início do Brasileirão. Apesar de ter perdido a disputa do Paulistão sendo goleado por 3 a 0 em Campinas, Baptista não resistiu às más performances, porém encaminhou a classificação na Libertadores antes de deixar o clube.

Engana-se quem pensa que futebol é por mágica e que, de repente, é só voltar o antigo técnico que tudo acontecerá naturalmente. Desde a saída de Cuca, muita coisa mudou no time campeão brasileiro, reforços como Felipe Melo, Guerra, Willian foram contratados, o elenco ficou mais “cascudo” para as disputas que viriam neste ano, mas também sofreu com baixas importantes como a de Gabriel Jesus, vendido ao Manchester City-ING e a de lesão de Moisés, no meio campo. Cuca estreou diante do Vasco no Brasileirão e goleou por 4 a 0 com dois gols de Borja.

Mas como nem tudo caminha como queremos, o treinador em pouco mais de dois meses colocou 19 times em campo e conseguiu repetir a escalação apenas nos dois primeiros jogos após o retorno (contra Vasco pelo Brasileirão e Internacional pela Copa do Brasil). Ele próprio admitiu não conseguir dar sequência ao time que considera ideal e nem definir seus 11 jogadores titulares. Os números até agora são 9 vitórias, dois empates e oito derrotas e a equipe segue em três frentes no Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores com uma verdadeira maratona de jogos quarta e domingo.

“Eu sou muito realista. Não consegui definir ainda um Palmeiras, não consegui ainda definir as laterais, dar sequência para eles, dizer “vocês são meus titulares”‘. Não consegui definir ainda o centroavante. Não é porque não quero, é porque não consegui. É culpa minha. Ano passado eu tinha o time definido e, quando precisava mexer, criava alguma coisa. Esse ano, além de não ter definido, tento fazer uma criação e às vezes não ajuda”, disse o treinador após a derrota diante do Corinthians.

O atual técnico do Verdão já utilizou 27 atletas nesse período tentando encontrar a formação para o Palmeiras, porém seja por lesões, acúmulo de cartões ou baixo rendimento de algumas posições que ano passado rendiam mais durante as partidas. Apenas dois atletas participaram de todos os jogos: o goleiro Fernando Prass e o atacante Róger Guedes. Tchê Tchê, Willian têm 17 jogos cada e Keno aparece com 16.

Se o esquema de jogo do Alviverde é o 4-2-3-1 e tem esses atletas citados acima como praticamente “intocáveis”, o principal problema para a inconstância da equipe está, na avaliação deste blogueiro, nas laterais. Na direita, por exemplo, Jean é o titular mas está machucado, o reserva imediato dele Fabiano não tem rendido tão bem, por isso Mayke, que chegou do Cruzeiro, tem atuado. Tchê Tchê, improvisado pelo setor é mais uma opção.

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Na esquerda, o problema do treinador é ainda pior. Mesmo com a chegada do zagueiro Juninho, que também pode fazer a função, o titular do ano passado era Zé Roberto, porém está nítido que o camisa 11 não consegue apoiar o ataque nem defender com a mesma eficiência do ano passado. Seu reserva imediato Egídio ataca bem, porém quase sempre toma decisões erradas e apresenta clara deficiência na parte defensiva precisando de cobertura dos volantes. Há ainda a possibilidade de Michel Bastos atuar no lugar do camisa 6 nos próximos jogos.

Cuca segue buscando definir a melhor formação para ter um Verdão equilibrado dentro e fora de casa e falou a respeito. “O que falta é definir time. Você não define time porque ainda não encontrou aqueles que te dão confiança para dar sequência. Ano passado eu tinha o meio com Tchê Tchê, Moisés e Cleiton Xavier nos jogos em casa. Quando saía eu tirava o Cleiton e colocava o Thiago Santos. Jean e Zé nas laterais, Mina e Vitor Hugo e os três (Guedes, Dudu e Jesus) no ataque. Esse era o meu time. Esse ano não tenho, tenho que ir mudando”, completou.

Confira os times que Cuca mandou a campo desde que chegou.

Palmeiras 4×0 Vasco: Fernando Prass, Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo, Tchê Tchê e Guerra; Willian, Dudu e Borja.

Palmeiras 1×0 Inter: Mesmo time do jogo anterior: Fernando Prass, Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo, Tchê Tchê e Guerra; Willian, Dudu e Borja.

Chapecoense 1×0 Palmeiras: Segundo time diferente: Fernando Prass, Fabiano, Antônio Carlos, Juninho e Michel Bastos; Thiago Santos, Tchê Tchê e Raphael Veiga; Róger Guedes, Keno e Willian.

Palmeiras 3×1 Atlético Tucumán: Terceiro time diferente: Fernando Prass, Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Thiago Santos, Tchê Tchê e Guerra; Willian, Dudu e Borja.

São Paulo 2×0 Palmeiras: Quarto time diferente: Fernando Prass, Mina, Felipe Melo e Juninho; Mayke, Tchê Tchê, Jean, Guerra e Michel Bastos; Dudu e Willian.

Inter 2×1 Palmeiras: Quinto time diferente: Fernando Prass, Fabiano, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo, Tchê Tchê e Jean; Róger Guedes, Dudu e Willian.

Palmeiras 0x0 Atlético-MG: Sexto time diferente: Fernando Prass, Mayke, Mina, Edu Dracena e Egídio; Thiago Santos, Tchê Tchê e Guerra; Róger Guedes, Keno e Willian.

Coritiba 1×0 Palmeiras: Sétimo time diferente: Fernando Prass, Mayke, Antônio Carlos, Juninho e Egídio; Thiago Santos, Felipe Melo, Tchê Tchê e Michel Bastos; Keno e Willian.

Palmeiras 3×1 Fluminense: Oitavo time diferente: Fernando Prass, Jean, Juninho, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo, Tchê Tchê e Guerra; Róger Guedes, Keno e Willian.

Santos 1×0 Palmeiras: Nono time diferente: Fernando Prass, Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Juninho; Thiago Santos, Tchê Tchê, Zé Roberto e Guerra; Róger Guedes e Willian.

Bahia 2×4 Palmeiras: Décimo time diferente: Fernando Prass, Mayke, Mina, Juninho e Egídio; Thiago Santos, Jean e Guerra; Róger Guedes, Keno e Willian.

Palmeiras 1×0 Atlético-GO: 11º time diferente: Fernando Prass, Mayke, Mina, Edu Dracena e Egídio; Jean, Tchê Tchê e Guerra. Róger Guedes, Keno e Borja.

Ponte Preta 1×2 Palmeiras: 12º time diferente: Fernando Prass, Mayke, Mina, Luan e Juninho; Gabriel Furtado, Tchê Tchê e Guerra; Róger Guedes, Erik e Willian.

Palmeiras 3×3 Cruzeiro: 13º time diferente: Fernando Prass, Fabiano, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Thiago Santos, Tchê Tchê e Guerra; Róger Guedes, Dudu e Willian.

Palmeiras 1×0 Grêmio: 14º time diferente: Fernando Prass, Mayke, Luan, Juninho e Egídio; Bruno Henrique, Zé Roberto e Michel Bastos; Erik, Keno e Borja.

Barcelona de Guayaquil 1×0 Palmeiras: 15º time diferente: Fernando Prass, Tchê Tchê, Mina, Luan e Juninho; Thiago Santos, Bruno Henrique e Zé Roberto; Willian, Dudu e Borja.

Cruzeiro 3×1 Palmeiras: 16º time diferente: Fernando Prass, Mayke, Mina, Luan e Egídio; Bruno Henrique, Tchê Tchê e Zé Roberto; Róger Guedes, Dudu e Willian.

Palmeiras 0x2 Corinthians: 17º time diferente: Fernando Prass, Tchê Tchê, Mina, Edu Dracena e Egídio; Thiago Santos, Bruno Henrique e Guerra; Róger Guedes, Dudu e Willian.

Palmeiras 4×2 Vitória-BA: 18º time diferente: Fernando Prass; Mayke, Mina, Edu Dracena e Egídio; Felipe Melo, Tchê Tchê e Guerra; Róger Guedes, Dudu.

Demissões no Alviverde

Há cerca de dez dias, o Palmeiras anunciou o desligamento de dois profissionais em seu departamento médico: o coordenador científico Altamiro Bottino e David Mahamud, o termografista – profissional responsável por avaliar as temperaturas do corpo dos atletas por meio de raios infravermelhos.

Ambos estavam no clube há dois anos e fizeram parte das conquistas da Copa do Brasil 2015 e do Brasileirão no ano passado. Esse setor tem sofrido com algumas mudanças ultimamente. No início deste ano foram desligados os médicos Rubens Sampaio, Vinícius Martins e Otávio Vilhena, além do fisioterapeuta José Rosan.

Verdão apresenta atacante Deyverson

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O Palmeiras apresentou ontem de maneira oficial o atacante Deyverson, de 26 anos contratado junto ao Levante-ESP. Segundo o diretor de futebol, Alexandre Mattos, ele é o último reforço do Alviverde para esta temporada e chega para suprir a ausência de centroavantes que o clube teve com as saídas de Lucas Barrios ao Grêmio e Alecsandro ao Coritiba. E no que depender de carisma, o novo reforço já ganhou a torcida do Verdão.

Simples e de origem humilde, Deyverson que começou no pequeno Mangaratiba-RJ e rodou por Portugal, Alemanha e Espanha até chegar ao Verdão, contou um pouco de sua história na vida e revelou que quase não virou jogador de futebol. Ele já tentou ser pagodeiro para ganhar mocotó, sopa de ervilha e guaraná e passou a vender salgados e tem muito orgulho disso.

“Eu falei de desistir, vender salgado. Vendi salgado, mas isso não é tristeza, é orgulho. Se não ajudasse as pessoas a levar sacola no mercado, não tirasse entulho das pessoas do portão, não estaria aqui no Palmeiras. Sou agradecido a Deus por ter passado por dificuldades, porque é na dificuldade que encontramos os grandes guerreiros”, disse o atleta que continuou “estou emocionado, desculpa por ter chorado, mas sofri bastante para estar aqui”.

Na sequência, o novo reforço quebrou todos os protocolos daquelas entrevistas coletivas e chamou o pai para lhe dar um carinhoso abraço “Esse cara batalhou por mim. Deixou a vida dele para batalhar por mim”, destacou.

Sobre o interesse do Palmeiras em contratá-lo, Deyverson mostrou muita vontade em defender o clube. “Quando eu soube que o Palmeiras tinha interesse em me contratar, deixei tudo de lado. Muita gente falou que dei um passo atrás. Dei um dez passos à frente. Palmeiras é um clube quase europeu. Eu estou aqui hoje e não voltaria atrás nunca”, afirmou e disse que o Verdão pode ser o caminho para chegar à seleção brasileira: “o Palmeiras tem um grande projeto. Todo jogador tem o sonho de jogar na Seleção. No Brasil terei mais chance”, completou.

O atleta, pouco conhecido no Brasil, fez praticamente a carreira na Europa e mostrou características que podem ajudar muito o Verdão. É um atacante canhoto, rápido e com bom poder de finalização. Mesmo com Miguel Borja, Cuca ainda não conseguiu um encaixe para o colombiano dentro do que pretende e o novo reforço pode brigar pelo espaço. Ele se descreveu como um “jogador muito divertido, brincalhão”, também fez rir. “Acho importante para o grupo ser brincalhão, carismático”, observou.

Deyverson, que fez 7 gols em 38 partidas pelo Alavés-ESP (incluindo um no Barcelona, de Messi e um no Real Madrid, de Cristiano Ronaldo), terminou a temporada por volta de 20 de maio e estava de férias. O atleta confirmou que ainda “está fora de forma” e deverá fazer sua estreia diante do Barcelona-EQU, no jogo de volta das oitavas de final da Libertadores.

Verdão mostra evolução e sobe na tabela

O Palmeiras voltou a vencer pelo Campeonato Brasileiro. O time de Cuca se recuperou das derrotas para Cruzeiro e Corinthians e bateu o Vitória. Mas engana-se quem pensa que o placar elástico foi sinônimo de facilidade. A equipe baiana deu trabalho principalmente no início da segunda etapa. No fim, o Alviverde abriu larga vantagem, mas relaxou um pouco quando tomou o segundo gol.

Cuca levou a campo Mayke e Egídio pelas laterais e Edu Dracena e Mina no miolo de zaga. Contou ainda com a volta de Felipe Melo na marcação e Tchê Tchê. Guerra na armação, Dudu e Róger Guedes, no apoio a Willian, o centroavante. Já o Vitória veio para se defender e tentar alguma coisa no contragolpe. Como sempre acontece no Allianz Parque, o Alviverde começou o jogo em cima do adversário. A primeira chegada foi de Guerra, que finalizou pelo lado de fora.

Quando o Palmeiras era todo pressão, sofreu o gol no contra-ataque. Felipe Melo tentou achar Guerra e errou o passe. o Vitória chegou rápido e mesmo em desvantagem numérica, quatro contra dois, Willian Corrêa recebeu entre os dois zagueiros e acertou um belo chute. Prass pulou na bola, mas não impediu o gol do volante.

A vantagem no placar deu ao Vitória a possibilidade de contra-atacar, mas o time baiano não acertava passes para dar andamento ao jogo. Pelo lados do Verdão, o time ia timidamente ao ataque ainda em cruzamentos que não levaram a lugar nenhum além de ter dificuldade para furar a defesa da equipe de Alexandre Gallo. A sorte do Palmeiras na partida começou a mudar após meia hora de partida. Aos 35, Dudu levantou na área e Wallace se enroscou com Mina, que caiu. O árbitro assinalou pênalti. Róger Guedes bateu e empatou o jogo.

Após a igualdade, o Verdão tentava infiltrar a defesa baiana fazendo tabelas com passes curtos e rápidos pelo meio, sempre onde havia mais gente. Porém, a insistência fez com que o time de Cuca virasse o jogo aos 45. Dudu recebeu pelo meio, e lançou Guerra nas costas da zaga, o venezuelano com um toque tirou a marcação e lançou para o meio da área. O camisa 7 foi mais rápido e finalizou para colocar o Palmeiras na frente.

Na segunda etapa, o time de Cuca mostrou-se um pouco melhor organizado na partida e, sem ficar tão ansioso, foi criando chances com Willian. O Vitória deu um susto e quase empatou o jogo. Mina foi fazer a proteção e deixou a bola para André Lima, que roubou e serviu Neílton, que finalizou mal perdendo a chance de empatar. Cleiton Xavier fez Prass tirar a bola na cobrança de escanteio, que seria Olímpico. O time baiano ainda acertou a trave do Verdão.

Após esses sustos, o Palmeiras acordou no jogo e voltou ao ataque. Egídio exigiu grande defesa de Fernando Miguel em cobrança de falta. O Alviverde voltou a ampliar após jogada individual de Dudu, que cruzou, Willian mandou na trave e na sobre Mayke, encheu o pé para ampliar. 3 a 1. Cuca lançou Michel Bastos e ele entrou bem dando bons passes e a assistência para Dudu marcar o quarto, de biquinho. O Vitória ainda diminuiu em bela jogada de David, que chapelou Egídio e correu para a área e marcou o segundo dando números finais ao confronto.

Verdão se recupera e faz quatro no Vitória

Após três derrotas seguidas, o Palmeiras voltou a vencer na temporada 2017. O Verdão bateu o Vitória-BA ontem de manhã no Allianz Parque por 4 a 2. Os gols do Alviverde foram marcados por Róger Guedes, Dudu por duas vezes e Mayke. O resultado elevou o time de Cuca à 5ª posição do certame com 22 pontos. Confira:

Na próxima rodada, dia 19, o Verdão vai ao Rio de Janeiro para encarar o Flamengo, às 21h45. O Palmeiras está a dois pontos do próximo rival e é mais um confronto direto.

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Sem o presidente Maurício Galiotte, que está de licença do clube, coube a Alexandre Mattos, diretor de futebol, chamar a responsabilidade pelo atual momento de pressão no Verdão e falar sobre vários assuntos. Entre as principais tarefas dele estava a blindagem ao elenco e principalmente a defesa do trabalho do técnico Cuca. Mattos falou por mais de uma hora sobre todos os assuntos e “deu a cara” a tapa, postura que se espera do dirigente numa hora como essas.

A principais pautas da completíssima entrevista com o dirigente foram: Cuca, a parcela de culpa dos atletas, Borja, a base Alviverde, as mudanças no elenco, contratações, a dificuldade em achar o time este ano e o Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, planejamento e etc.

A respeito do técnico Cuca, que havia se mostrado desanimado após a derrota para o Corinthians em casa, Alexandre Mattos disse que o treinador “é o melhor treinador do futebol brasileiro na atualidade Ele é criativo, e esta criatividade o faz ser um dos melhores do futebol brasileiro”. O diretor ainda mostrou toda a confiança no trabalho do técnico.

“O Cuca tem a nossa confiança, tem o nosso respeito e tenho certeza de que a do torcedor também. O Cuca, como todos os seres humanos, também erra, mas o índice de acerto dele é impressionante. É o melhor treinador em atividade, tem a nossa confiança”, disse.

Na sequência, Mattos também falou sobre a rotina de treinamentos de Cuca desde que ele voltou a comandar o Palmeiras. Ontem o técnico fez dois meses no comando do Verdão e após o último jogo afirmou que ainda não conseguiu achar a equipe ideal do Alviverde após tantos jogos.

“Sabe quantos treinos o Cuca conseguiu fazer com o time completo? Zero. Sempre estamos em viagem, em jogo ou não pode dar treinos porque o time está muito cansado. Pode ver que quem está destoando no campeonato é quem lá atrás teve tempo para continuar treinando”, disse Mattos em referência ao Corinthians.

A troca de treinadores também foi abordada pelo dirigente que viu a equipe ter um prejuízo pelo fato de Cuca não ter trabalhado na pré-temporada. Neste ano, o Verdão apostou em Eduardo Baptista, que foi demitido após quatro meses no cargo.

“O Cuca saiu no fim do ano por problemas pessoais. Então, teve uma quebra. Ele não fez a pré-temporada. Então, tivemos um prejuízo. O estilo dele é único, não tinha substituto com o mesmo jeito de trabalhar”, afirmou Mattos.

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O diretor de futebol falou ainda a respeito da “pressão” da torcida e principalmente da mídia, que dizem que o Verdão tem que ganhar tudo pelo elenco que foi formado e toda a expectativa criada pelos torcedores neste ano. Mattos entende que o Verdão é apenas “um dos bons elencos do campeonato” e voltou a lembrar o projeto quando foi apresentado no Palmeiras em janeiro de 2015.

“O Palmeiras não tem obrigação de ganhar tudo. Dificilmente algum clube do mundo consegue isso, não só o Palmeiras ganha tudo. O torcedor tem que lembrar a seriedade do projeto. Só voltar dois anos atrás e lembrar qual era o sofrimento”, lembrou.

A respeito do atacante Miguel Borja, contratado junto ao Atlético Nacional-COL este ano, Alexandre Mattos fez questão de defender o trabalho do colombiano. E comentou inclusive que em Guayaquil o atleta não teve chances de finalizar pois “a bola não chegou” e sabedor das dificuldades do investimento no “inviável” camisa 9, e mesmo com ajuda da patrocinadora, conseguiram trazê-lo ao Verdão.

“O Borja era uma unanimidade, da imprensa, torcidas e até jogadores, eu nunca vi jogadores me pedirem para contratar um jogador. Escolhido o rei da América. Tem que dar tempo ao tempo. O Cuca tá começando a entender a maneira que pode usar o Borja, mas isso nos jogos. Ele vem evoluindo. O Borja é um finalizador com explosão muscular. Nosso estilo era mais pressão. A gente exige que ele se entregue, e ele faz isso”, disse.

O dirigente ainda aproveitou para informar que o atacante Deyverson, recém-contratado pelo Verdão foi o último reforço para esta temporada “Não vamos contratar mais neste ano. Deyverson é a nossa última contratação, uma necessidade número um, porque perdemos no ataque vários jogadores”, explicou.

Sobre o planejamento do clube desde que chegou, o dirigente disse que o clube deixou de pagar R$ 2 milhões para R$ 800 mil. e hoje conta com 66 atletas sendo que 31 trabalham diretamente com Cuca. Mattos disse que “a ideia é de que em dois anos isso abaixe, ou não exista. Os jogadores que queremos bagagem, Allione, Victor Luis, e outros, estes vão voltar. Ou até podem servir para uma futura negociação”, pontuou.