Verdão sai na frente, mas cede empate ao Galo

Atuando com nove jogadores durante o segundo tempo, o Palmeiras conseguiu um ótimo resultado ao empatar por 1 a 1 diante do Atlético/MG, em Belo Horizonte. O gol do Verdão foi marcado por Deyverson. Confira:

O resultado manteve o time de Cuca na quarta colocação com 37 pontos ganhos, dois acima do Flamengo. Na próxima segunda-feira, 18, o Verdão enfrenta o Coritiba no Allianz Parque, às 20h.

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Um erro no Palmeiras

Desde que surgiram os primeiros rumores do afastamento de Felipe Melo no Palmeiras, este blogueiro já imaginava que seria algo com o técnico Cuca. Sabe-se bem que eles não se dão muito bem e que os dois têm personalidade forte. Ao mesmo tempo, a primeira pergunta que passou pela cabeça foi: contratou o Felipe Melo, um atleta renomado, com passagem em clubes importantes para não usar? O Cuca está louco”. Afinal o meio campista acertou três anos de contrato com o time de Palestra Itália.

Aos poucos, foram surgindo novas informações de bastidores sobre o que teria levado o treinador ao tomar tal decisão. Sem titubear um segundo, este blogueiro ficou ao lado de Cuca naquele momento, pois o treinador deu muito mais ao Palmeiras que o volante. Seja lá o que tenha ocorrido, informações dão conta de que houve discussões e ofensas em excesso do atleta para com o treinador). Qualquer jogador que tenha atos de insubordinação e desrespeito precisa se colocar em seu lugar. Para este blogueiro, o clube vale muito mais que qualquer jogador seja ele quem for e Cuca acertou ao afastá-lo.

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Após esse episódio, Felipe Melo foi afastado pelo diretor Alexandre Mattos e passou a treinar em separado em horários alternativos do restante do grupo e processou o Verdão por assédio moral e impedi-lo de treinar com os demais colegas. Passado pouco mais de um mês, a ordem dada por Mauricio Galiotte e por Alexandre Mattos e Cuca não adiantou nada. O Jurídico do Alviverde costurou de uma forma que treinador, jogador e diretores pudessem se entender a fim de não perder mais dinheiro, o clube se rendeu. Felipe Melo se sobressaiu e voltou ao grupo de jogadores.

Acontece que há formas e formas de retornar. No caso de uma reintegração quem volta deveria “baixar a bola”, quieto e trabalhando esperando uma chance no time titular. Não foi o que fez o volante de 34 anos. Felipe Melo foi autêntico como sempre! Sem um pingo de humildade para reconhecer o erro que cometeu. Sem contar o fato de cutucar todos no clube que colaboraram para seu afastamento. Alguma novidade nisso? Não para esse blogueiro.

Como o “falastrão” Felipe Melo tanto incitou em áudio dizendo que se oferecia a outros clubes como Corinthians, São Paulo, Internacional e Flamengo, parece ter sido castigado ao não receber sequer uma proposta oficial nem de clubes do Brasil e algumas de agremiações de fora e optando pela não transferência. Na opinião desse blogueiro foi mais um erro do Palmeiras e de quem está à frente do futebol tentando bons negócios. Esse não foi embora pareça, pois a personalidade explosiva do jogador entrega uma bomba-relógio pronta para explodir a qualquer momento, por isso não dará certo.

Felipe Melo sabe que tem sua última chance no Palmeiras e está reintegrado. Agora, resta saber mesmo se ele vai atuar sob o comando de Cuca, que disse não querer mais trabalhar com o volante. É esperar para ver cenas dos próximos capítulos.

 

Felipe Melo: “Tudo solucionado”

A expectativa era grande para a entrevista de Felipe Melo na segunda-feira, quando foi anunciada a sua reintegração ao grupo de atletas do Verdão. O meio campista conversou com o presidente Mauricio Galiotte, o diretor Alexandre Mattos e o técnico Cuca para se acertar no clube. Ele vinha treinando em horários alternativos desde seu afastamento definido pelo treinador após a eliminação para o Cruzeiro na Copa do Brasil e disse que o retorno foi “planejado”.

“O que tinha de ser conversado, já foi. Conversei com o próprio treinador. Eu expus tudo o que eu pensava dele, sobretudo sobre o áudio (vazado). Haja visto que o áudio foi uma situação depois do meu afastamento, mas o importante é que eu conversei com ele. O que saiu no áudio é algo que não acho dele, não foi algo de coração. Conversamos internamente e tudo foi solucionado”, disse.

Felipe Melo elogiou também a postura dos dirigentes palmeirenses. “Foi um momento difícil, mas creio que o presidente (Maurício Galiotte) e o (Alexandre) Mattos (diretor de futebol) conduziram a situação de uma forma bacana. Difícil, mas souberam conduzir”, e completou que “o objetivo é honrar a camisa do Palmeiras, assim como fiz em todos os jogos”.

Felipe Melo é reintegrado no Verdão

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O presidente do Palmeiras Mauricio Galiotte se reuniu na manhã de hoje com o volante Felipe Melo e acertou a condição do jogador no clube. O “Pitbull” foi reintegrado após mais de um mês de afastamento devido ao episódio ocorrido após a eliminação do Verdão na Copa do Brasil para o Cruzeiro. Com o camisa 30 de volta, o Verdão já treinou na Academia de Futebol visando o duelo contra o Atlético/MG, em Minas Gerais dia 9.

Afastado e obrigado a treinar em período separado, Felipe Melo processou o Palmeiras por assédio moral onde pediu a reintegração junto ao elenco. O experiente meio campista não recebeu nenhuma proposta oficial de nenhum outro clube, diferente do que ele próprio havia dito quando afirmou que “não trabalharia mais” com o técnico Cuca e se ofereceu para vários clubes do Brasil como Corinthians Internacional e o Flamengo, seu clube de coração.

Prós e contras do novo esquema tático

Após perder para a Chapecoense, Cuca teve mais uma semana cheia para trabalhar o time do Palmeiras. O treinador apresentou novidades na escalação e no esquema tático. Na lista de titulares, Róger Guedes saiu do time e o Verdão atuou com Bruno Henrique, pela esquerda, Moisés e pela direita Guerra mais abertos. Na frente a movimentação de Willian e Deyverson, como referência.

Já o sistema de jogo utilizado foi o 4-4-2. A ideia foi, segundo o técnico do Verdão, ter mais posse de bola, além de alterar as peças de jogo e a forma como elas se movimentam em campo. Ponto para Cuca que percebeu o esquema anterior, o 4-2-3-1 muito “manjado” e estudado pelos adversários. Então o que é preciso fazer? Se reinventar e é isso que o técnico está tentando desde o jogo com a Chapecoense com dois armadores! Naquela oportunidade, Moisés e Guerra atuaram juntos.

Porém o resultado de 4 a 2 sobre o fraco time do São Paulo, que não é à toa que está na zona de rebaixamento, não pode enganar ninguém. A posse de bola veio, voltaram as triangulações com pontos de apoio entre laterais, meio campistas e atacantes conforme com boa movimentação. As chances de gol e o volume de jogo do time verde foram muito superiores ao adversário. O que faltou então?

Na avaliação deste blogueiro, o Palmeiras atacou demais e defendeu de menos. Foi bastante ofensivo na frente e atrás não foi um time equilibrado nos setores do campo ficando muito exposto aos contragolpes do São Paulo, que teve oito oportunidades de gol durante a partida e achou dois deles em erros de posicionamento da zaga Alviverde, que tinha Dracena pela direita e Luan pela esquerda.

O camisa 13 não foi bem na primeira etapa e acabou falhando no primeiro gol do Tricolor ao não acompanhar Pratto e o argentino lançou Marcos Guilherme, que apenas deslocou Prass para abrir o marcador aos 12 minutos. Ainda na primeira etapa, o Verdão contou com a sorte tudo poderia ter ficado pior com a trapalhada e a bola no travessão.

No segundo, aos 51 da primeira etapa, a bola foi cruzada da direita para a esquerda, Hernanes apareceu nas costas de Edu Dracena, amorteceu no peito, girou e bateu rápido sem chances para Fernando Prass empatando o confronto. Na segunda etapa, Cuca fez uma troca de posicionamento na zaga. Assim, Luan foi para a direita e Edu Dracena para a esquerda, o que deu mais consistência à defesa palmeirense.

Foram pelo menos três lances que poderiam ter resultado em gol do São Paulo devido à adaptação dos jogadores palmeirenses ao esquema novo proposto por Cuca. Conclusão, ainda teve espaçamentos entre os setores, mas são os ajustes que precisam ser feitos nessas semanas livres para treinamento visando. A chances mais perigosas do Tricolor foram com Rodrigo Caio que furou na frente do gol, Hernanes que chutou para fora em contragolpe rápido e o lance que originou o gol com Dracena realizando uma interceptação perfeita, o contra-ataque Alviverde para Keno balançar as redes.

Como toda nova ideia no campo precisa ser assimilada e executada pelos jogadores leva tempo, e o Verdão terá mais semanas cheias de treino e Cuca poderá aperfeiçoar o que deseja nesse novo formato com dois meias e mais posse de bola. Seja como for, é necessário ter na cabeça mais de uma ideia se a primeira falhar.

Alviverde faz quatro e afunda o rival no Z4

O Verdão completou 103 anos de história no último sábado ontem recebeu o São Paulo em mais um Choque-Rei no Allianz Parque, onde o adversário nunca venceu em cinco jogos. O rival perfeito para os jogadores palmeirenses darem um presente à torcida, mais de 33 mil pessoas. E ele veio em forma de gols. Mais precisamente quatro! 4 a 2! O resultado serviu para aliviar um pouco a fase vivida pelo Verdão, que não vencia há três jogos, sendo um empate e duas derrotas.

Com mais uma semana livre para treinar, o técnico Cuca fez uma alteração na forma da equipe atuar e em vez do 4-2-3-1 colocou o time no 4-4-2 escalou Fernando Prass no gol, Jean e Michel Bastos nas laterais. No miolo de zaga, Edu Dracena, Luan. No meio, um quadrado com Bruno Henrique, Tchê Tchê, Moisés e Guerra. No ataque Wilian e Deyverson. A intenção era ter mais posse de bola e realmente deu certo em partes.

O Palmeiras tinha mais a posse dela, mas esbarrava na defesa são-paulina. Empolgado com a torcida, o Verdão foi para cima e chegava principalmente com toques rápidos e o bom entendimento entre Moisés, Guerra e Jean, pela direita. Se o Alviverde tinha mais a bola na frente, esqueceu de cuidar da retaguarda, que falhou feio. O São Paulo apostou nos contragolpes rápidos e foi em um deles que Pratto, livre, lançou Marcos Guilherme pelo meio e o atacante não desperdiçou e colocou o Tricolor em vantagem aos 12 minutos.

O time de Cuca não se abateu com o gol e continuou tentando chegar na meta rival com chutes de longe, mas Moisés, Guerra e Willian não estavam com o pé calibrado. Melhor no jogo e na estratégia, Marcos Guilherme viu o travessão Alviverde balançar após mais uma bobeira da defesa. O jogo começou a virar aos 35. Michel Bastos foi a linha de fundo e deu um passe, um cruzamento para Willian, que dominou tirou a defesa e empatou o jogo. Três minutos depois, o mesmo camisa 29 acertou um chute no canto de Sidão e virou a partida.

Porém em um enorme vacilo da zaga Alviverde nos acréscimos da primeira etapa, que ficou olhando mais uma vez, Hernanes aproveitou, dominou no peito e bateu rápido sem chances para Prass e empatou novamente 2 a 2! Se a primeira etapa não foi um primor de qualidade técnica, a segunda parte do jogo foi bem parecida com a primeira etapa. O Verdão no ataque tentava ligar as ideias, mas errava na finalização. Já o São Paulo apostou nos contragolpes.

Buscando o ataque, Cuca sacou Bruno Henrique e lançou Keno no jogo. Sempre pela esquerda, o camisa 27 deu muito trabalho para a defesa Tricolor. Foi por ali que ele achou Deyverson após cruzamento e Sidão salvou o São Paulo numa defesa incrível. A defesa Alviverde não estava numa tarde boa e após um ataque do São Paulo, Rodrigo Caio perdeu a chance incrível de fazer o terceiro de frente para o gol. Hernanes também levou perigo ao gol de Prass no contra-ataque.

Como diria Muricy Ramalho, “a bola pune” e puniu o São Paulo, pois quem não faz, toma! Deyverson inverteu as posições com Keno, caiu pela esquerda e deu o passe para o camisa 27 acertar um chutaço de primeira sem qualquer chance para Sidão. Palmeiras 3 a 2. Ainda teve tempo para mais um. Tchê Tchê lançou Willian na esquerda e ele cruzou para Hyoran fechar o placar em 4 a 2 e completar a festa de aniversário mais que merecido o resultado.

Verdão vence Tricolor no Choque-Rei

No clássico paulista válido pela 22ª rodada do Brasileirão, o Palmeiras goleou o São Paulo por 4 a 2 no Allianz Parque ontem, um dia após o aniversário de 103 anos do clube comemorado em 26 de agosto. Os gols do Verdão foram marcados por Willian duas vezes, Keno e Hyoran. Confira.

A vitória deixou o Verdão na quarta colocação com 36 pontos a apenas dois do Santos, o terceiro. Na próxima rodada, que acontece apenas dia 9 de setembro, em virtude da parada para as eliminatórias, o Verdão vai a Belo Horizonte para enfrentar o Atlético/MG.

Afastado, Jaílson tem lesão rara

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Afastado de treinamentos e do gol palmeirense desde a eliminação da Libertadores da América, dia 9 deste mês, Jaílson teve um rompimento de tendão na região do quadril durante a partida pelo torneio sul-americano. A lesão é tão rara que os médicos do Verdão ouviram especialistas do departamento médico dos times da NFL (Futebol Americano).

Neste momento, o médico do Palmeiras, Gustavo Magliocca, optou por não operar o goleiro e adotará a observação como primeiro estágio de tratamento. Ontem Jaílson postou um vídeo das redes sociais agradecendo todas as mensagens e o apoio que vem recebendo. O camisa 14 disse ainda que está fazendo musculação e espera voltar logo a fazer o que mais gosta e defender as cores do Palmeiras.

Cuca pede união de todos no Palmeiras: “O trabalho vai vingar”

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Mesmo sem ser seu dia de dar entrevistas, normalmente é sexta-feira, o técnico Cuca foi à sala de imprensa para falar a respeito do momento que o Palmeiras atravessa na temporada. Foram pautas as manifestações da Mancha Alviverde, principal torcida organizada do Palmeiras que já havia cobrado o presidente Mauricio Galiotte e pedido a saída de Alexandre Mattos do clube. Agora foi a vez de protestarem contra o treinador.

“A culpa é do presidente que ficou 15 dias fora com a Seleção? Não é. Se ficou é porque confia no treinador e no diretor que tem. Não é culpa dele. A gente ouve falar que a culpa é do dirigente porque contratou errado, isso ou aquilo, algumas coisas perigosas até, colocando em dúvida a honestidade do (Alexandre) Mattos. Ele é um cara íntegro e só faz o bem pelos clubes que passa”, disse.

Cuca também reafirmou a confiança no elenco e também seu compromisso com o clube até o fim de 2018 dizendo que confia que “o trabalho vai vingar” e que “o Palmeiras vai se recuperar e vai disputar no ano que vem sua terceira Libertadores consecutiva”. Sobre o atual momento difícil pelo qual passa o clube, Cuca não desiste e diz que o clube dará a volta por cima.

“O momento é complicado, é fácil jogar a toalha, mas eu não jogo. Sairemos desta situação no campeonato. Eu conversei com os jogadores antes e passo para vocês (jornalistas). Tem tristeza no momento, mas não abatimento”, afirmou. Cuca ainda vetou qualquer possibilidade de ter corpo mole no grupo.  “Não tem jogador ‘chinelinho’, todos estão se doando ao máximo. Não está acontecendo por outros fatores, talvez falta de confiança”.

O treinador pediu união de todos os setores do clube: direção, comissão técnica, jogadores e torcida para que haja uma mobilização total para o São Paulo, no próximo domingo no Allianz Parque. “Somos todos nós juntos e cada um dentro do seu pedaço. É assim que sairemos dessa, cada um tendo a sua dor. Se ficar contente sendo criticado, não sairemos de nada. Temos de estar juntos, uma unidade, por isso peço unidade da torcida”, finalizou.

Motivos para manter Cuca no Verdão

cuca e atletas

A primeira semana livre após ser eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores da América não foi tão bem aproveitada pelo elenco palmeirense na hora do jogo, pois apesar da folga de dois dias e de pelo menos cinco sessões de treino, o time não conseguiu desempenhar um bom futebol em campo com muitas falhas durante a partida e perdeu em casa por 2 a 0 para a Chapecoense, que mal chegou ao Brasil depois de ter ficado mais de 20 horas no avião vindo do Japão. Mesmo assim, o time segue em quarto lugar no Brasileirão.

Na entrevista coletiva, assim como todos do lado Alviverde, Cuca estava desanimado e precisou novamente responder se permaneceria no Verdão para o resto da temporada e planejaria 2018. O treinador seguirá “até o fim”. Ele tem contrato até dezembro de 2018. No final da noite de domingo, a diretoria informou através de assessoria de imprensa que o comandante do Enea seria mantido no cargo.

A interrupção de um trabalho é uma questão sempre prejudicial para o andamento de qualquer equipe de futebol. Este blogueiro entende que um técnico é aquele que consegue tirar o melhor de cada jogador para fazê-los render bem. Outro fator que pode minar o comando é a perda do grupo de jogadores. Apesar da revolta da torcida, não teria sentido passar os primeiros cinco meses do ano clamando pela volta de Cuca e quando ele reaparece, querer mandar embora rápido, entende-se que a decisão da direção é acertada. E explica-se o por quê:

MUDANÇA DE TREINADOR: O Verdão já passou por isso no fim de 2016 quando Cuca foi campeão brasileiro e preferiu sair por problemas particulares. Assim, sem um treinador de ponta no mercado, Alexandre Mattos acertou com Eduardo Baptista para 2017. O resultado foi desastroso e o ex-comandante da Ponte Preta foi demitido após quatro meses de trabalho e sem conseguir dar uma cara ao time. Com Cuca novamente disponível, ele voltou ao comando do Verdão e estreou com grande estilo diante do Vasco quando o Palmeiras venceu por 4 a 0.

Se demitirem o atual técnico campeão brasileiro do elenco agora, 2018 será novamente jogado fora, pois uma das virtudes da manutenção de um treinador é o tempo que ele está no cargo e a sequência que se tem com a vantagem de escolher as peças a serem contratadas para o próximo ano e montagem de equipe é uma especialidade de Cuca. Outro ponto é que neste momento não há outro profissional melhor que o treinador Alviverde no mercado.

TIME TITULAR: É bem verdade que a campanha de Cuca até aqui em sua segunda passagem, deixa bastante a desejar no Verdão e que ele custa a “encaixar” as peças no time que entende ser ideal, porém em 28 jogos no comando do Palmeiras, conta-se nos dedos as vezes que o técnico conseguiu repetir a equipe. Some-se a isso, alguns complicadores como contusões e retornos como o de Moisés após um longo período inativo, suspensões e principalmente a ausência de tempo para sessões de treinos. Falta confiança do técnico em alguns jogadores para uma sequência.

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QUESTÃO TÁTICA: Tradicionalmente, Cuca prefere o esquema 4-2-3-1 sendo dois meio campistas mais fixos, dois pontas pelos lados e um armador centralizado para municiar o atacante de frente e também quem se junta a ele quando a equipe está no ataque. Entretanto, é notória a desorganização tática da equipe conforme o tempo vai avançando e não saem os gols.

Bate um desespero, uma ansiedade e logo os atletas avançam tentando marcar os gols. O zagueiro Mina é um dos que abandona sua posição e vai para o ataque. Sem organização no seu esquema, não há maneira de o Verdão fazer os resultados. Será que novamente esse 4-2-3-1 é o mais indicado? No último jogo, com Moisés disponível, o treinador lançou um 4-3-3 com dois armadores e três atacantes na frente.

USO DO ELENCO: Sem contar com Felipe Melo, afastado pelo treinador, Cuca trabalha com todos os outros à disposição. Mesmo assim, o treinador não utiliza tão bem o elenco que possui. Foram contratados com o aval de Cuca, os meias Hyoran, ex-Chapecoense e Raphael Veiga, ex-Coritiba. O camisa 20 teve poucas chances de mostrar sequência enquanto que Hyoran praticamente não foi aproveitado sob o comando do comandante do Enea.

Para a maneira que monta o time, Cuca prefere fazer improvisações e elas têm levado o treinador a apostar em quem não está em tão boa fase assim. Na impossibilidade de Jean, quem vai para a direita é Tchê Tchê em vez de Fabiano, reserva imediato. Na esquerda, o técnico fixou Egídio após fazer rodízio entre Zé Roberto e Juninho. Como ambos não se firmaram, o camisa 6 ficou com a vaga. Dessa forma, atletas polivalentes são mais bem vistos pelo treinador. Michel Bastos tem tido sequência na posição na ausência de Egídio, mas não tem ido bem.

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BAIXO RENDIMENTO DE ALGUNS ATLETAS: Tem sido uma constante nos jogos do Palmeiras a baixa performance de alguns atletas neste ano e especialmente sob o comando de Cuca. Sem contar o meia Moisés, que está voltando agora, porém este blogueiro identificou alguns jogadores podem render mais. São os casos de Jean na direita, Tchê Tchê, no meio e Borja e Róger Guedes no ataque.

Rapidamente, o colombiano virou reserva de Deyverson. O camisa 16, por sua vez, também não consegue render embora participe mais que o camisa 9. O zagueiro Luan recém-contratado do Vasco e Juninho, ex-Coritiba também enfrentam uma má fase após serem testados na zaga e na lateral-esquerda.

CUCA: O próprio comandante parece não estar tão à vontade nesse retorno desde sua primeira entrevista coletiva, pois não consegue “dar liga” ao time e nem “encaixar” as peças que tem à disposição. Já reclamou publicamente após uma derrota que o Palmeiras “enfraqueceu” como time no período em que esteve ausente e não consegue dar segmento no trabalho.

Além disso, o planejamento não foi o esperado, pois depois do jogo diante do Vitória-BA ele anunciou que levaria o time titular para treinar em Atibaia até a véspera do jogo com o Barcelona-EQU. Não aconteceu isso e não se sabe por quê. O elenco fez um retiro na segunda e na terça no interior e retornou à Capital para decidir a vaga na Libertadores, porém não teve sucesso.

Em virtude de tudo o que foi exposto acima, este blogueiro acredita que a fase ruim do Palmeiras é culpa de todos: diretoria, comissão técnica e jogadores principalmente que são eles que entram em campo, mas se tem a clara impressão que diante do São Paulo em casa, o time junto com o apoio da torcida diante de um importante clássico contra o São Pualo que poderá sair dessa situação e recuperar a ambição de chegar à Libertadores, o único “título” da temporada.